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CASA COR BAHIA - 15 EDIÇÕES DE BOM GOSTO E SOFISTICAÇÃO De 03 de setembro a 15 de outubro, a mostra baiana desembarca na Ladeira da Barra, onde reúne tendências de decoração e sustentabilidade A Casa Cor Bahia, marcada para o período de 3 de setembro a 15 de outubro, escolheu um dos mais nobres locais da cidade para brindar os seus 15 anos: a Ladeira da Barra. Em sintonia com o clássico e o moderno, a mostra baiana levará as últimas tendências de decoração para o tradicional CEP, que também ostenta ícones como a Igreja de Santo Antônio da Barra e o Yacht Clube da Bahia. A mostra deste ano acontece no Espaço Solaire, e, depois de encerrada, dará lugar a um prédio de alto luxo com a grife da JCG Construtora. Se o ano pede comemorações, também não faltam novidades. A sustentabilidade, conceito abraçado mundialmente, será o mote da Casa Cor, onde até trechos do piso serão feitos de um novo material, fabricado pela Ecopedra, que consiste numa liga a partir da mistura de entulho de concreto com embalagens pet. Neste caso específico, foi utilizado o entulho gerado pela própria montagem do evento. Em cada espaço, seja residencial ou comercial, o público verá que é possível decorar com charme e requinte, sem abrir mão da sustentabilidade. Em reconhecimento ao paisagista paulista Roberto Burle Marx, cujo centenário de nascimento é comemorado em agosto deste ano, também não faltarão homenagens. Com projeto geral assinado pelo arquiteto José Raimundo Marcelino, a Casa Cor Bahia 2009 está instalada em um terreno com dois mil metros quadrados, sendo 1.335 m² de área construída, totalmente ocupada pela mostra. Além dos três pavimentos da casa, o evento também terá ambientes na parte externa, o que amplia ainda mais a área assinada pela Casa Cor. Ao todo, serão 37 espaços concebidos por 52 nomes das áreas de arquitetura, design de interiores, paisagismo e engenharia. Mas nem só de sugestões de decoração vive a Casa Cor Bahia. Badalado point na cidade, a mostra traz opções para adultos e crianças, sendo uma alternativa para toda a família. Além dos coquetéis que tradicionalmente agitam o evento, o burburinho também se estende para a parte gastronômica da mostra. Neste ano, o público poderá saborear as delícias do Soho, do Pereira Café e da Doçaria Ganache, que serão o ponto de encontro dos visitantes. Representando o segmento de lojas, a LB Home estará presente juntamente com a Galeria do Livro e a floricultura Tudo São Flores. O público jovem poderá se divertir no Home Games, espaço onde estarão instaladas as últimas novidades em jogos eletrônicos. Casa Cor Bahia em casa No quesito publicações, a Casa Cor Bahia 2009 também está cheia de surpresas. Além da nova revista −que substitui o anuário−, com conteúdo de variedades, este ano todos ambientes da mostra serão publicados nacionalmente, através da Revista Decoração Estilo Casa; além disso, estará à venda um primoroso livro de arte com uma retrospectiva dos 15 anos da mostra na Bahia. A obra, que será editada pelo GrupoAV e terá lançamento durante coquetel no dia 15 de setembro, reúne imagens de todos os ambientes deste ano, além de destaques das edições anteriores. Com tantas memórias impressas e novidades em decoração, a certeza é uma só: os 15 anos da Casa Cor Bahia, definitivamente, não passarão em branco. PARCEIROS Patrocinadora Master: Deca SERVIÇO Evento: Casa Cor Bahia 2009
CASA COR® BAHIA 2009 NA LADEIRA DA BARRA Francisco Senna A Casa Cor® Bahia realiza mais uma feliz escolha de sede para a sua mostra anual. Seu novo endereço: Avenida Sete de Setembro, 354, Ladeira da Barra, distrito da Vitória. Merece destaque, desta vez, o sítio escolhido: a Ladeira da Barra, trecho privilegiado da Avenida Sete de Setembro. Este importante eixo viário, aberto no governo de José Joaquim Seabra (1912/1916), foi estratégico para o desenvolvimento urbano de Salvador no século XX. Nesta época, a cidade foi palco de uma grande reforma urbana, com perdas históricas irreparáveis e conquistas indispensáveis para o seu crescimento futuro. No início do século XX, foi deflagrado, no Brasil, um intenso processo de modernização, acompanhando uma tendência internacional que a revolução industrial impunha a todos os povos. No Rio de Janeiro, o prefeito Pereira Passos realizou, na primeira década do século XX, a abertura da Avenida Rio Branco e a urbanização do bairro de Copacabana. Em 1908, o concreto armado foi introduzido no Sudeste do Brasil e na década seguinte avançou conquistando o território nacional. As cidades do Salvador e Recife disputavam liderança no Nordeste e acompanhavam este progresso, dito modernizador. Arquitetos e artistas italianos conquistaram obras e reconhecimento público na Bahia: Julio Conti, Filinto Santoro, Sercelli, Rossi Batista Pasquale de Chirico, destacaram-se entre eles. Eles contribuíram, junto aos baianos, para construir com uma nova linguagem, ou estilo arquitetônico-artístico, classificado de ecletismo histórico, fruto de uma cultura enciclopedista dominante na época, que tem seu início na França, com Haussman e Violet-le-Duc. Eles foram personagens centrais da grande reforma urbana de Paris em 1851, realizada por Luis Felipe, e das grandes obras de restauro de seus monumentos. A construção da “Cidade Luz” alcançou sua belle époque ao final do século XIX e influenciou o mundo. A Avenida Sete de Setembro é o reflexo provinciano deste ciclo histórico que culmina com a I Guerra Mundial (1914-1918) e com a Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, quando ingressamos no chamado futurismo ou internacionalismo. Esta avenida, de fato, é a modernização do antigo “Caminho da Vila Velha”, que ligava pela cumeada a Vila do Pereira, no Porto da Barra, sede da Capitania do donatário Francisco Pereira Coutinho (1536/1546), à Cidade do Salvador, capital da América Portuguesa. O caminho era uma trilha entre a exuberante Mata Atlântica, que outrora dominava a paisagem, e serviu de rota para o deslocamento da tropa holandesa que invadiu a nossa cidade em 8 de maio de 1624. Esta primeira via, de fato, iniciava-se na atual Avenida Princesa Isabel, que ligava a Vila do Pereira à Sesmaria de Diogo Álvares Corrêa (Caramuru) e sua esposa Catarina do Brasil (Paraguaçu), no atual Largo da Graça. Seguia pela atual Avenida Princesa Leopoldina, passando pela Rua da Graça até atingir o Largo da Vitória. Prosseguia pela cumeada que hoje corresponde aos trechos do Corredor da Vitória, Largo do Campo Grande, Rua Visconde de São Lourenço, Mercês, Rosário, Piedade, São Pedro e Ladeira de São Bento. Cruzava à antiga Porta Sul ou Porta de Santa Luzia, atual Praça Castro Alves e pela Rua Direita do Palácio, atual Rua Chile, alcançava a Praça do Palácio, atual Praça Tomé de Souza. Foi no governo de José Joaquim Seabra que se completou a ligação direta do Porto da Barra com o Largo da Vitória, cortando parte do morro defronte ao Cemitério dos Ingleses, construído em 1839, e passando pelo sopé da colina da Igreja de Santo Antonio da Barra. Assim, encurtou-se o percurso com uma via de suave inclinação, descortinando-se uma vista magnífica da Baía de Todos os Santos sobre o Iate Clube da Bahia, fundado em 1935, e tendo como horizonte a então bucólica e paradisíaca Ilha de Itaparica. Este sítio, pela sua localização privilegiada, foi alvo da demanda da burguesia local para a construção de suas mansões, em grandes lotes de terrenos arborizados. Transformou-se, portanto, em nobre endereço para a elite baiana. Fazendo parte da Freguesia da Vitória, a segunda mais antiga da cidade (1561), contava com a proximidade da Igreja de N. S. da Graça (1530) e da Igreja de Santo Antonio da Barra (1599). Nesta época, dois grandes proprietários lotearam suas terras: Bernardo Martins Catharino abriu a Rua Oito de Dezembro e Clemente Mariani abriu as ruas Raul Drumond e Dr. João Pondé, ambos preservando as cumeadas para suas residências. Os bairros da Barra e da Graça eram servidos por linhas de bonde, ônibus e lotação. Em 1916, foi instalada a balaustrada da Ladeira e do Porto da Barra, projeto do arquiteto italiano Julio Conti. A Associação Atlética da Bahia foi fundada em 1914, o Clube Bahiano de Tenis em 1916 e o Iate Clube da Bahia em 1935. A vida social era intensa nesses bairros, extensão do Corredor da Vitória, e se consolidaram da alta burguesia baiana e estrangeira. A Casa Cor® Bahia ocupa um sobrado que parece datar do início do século XX e sofreu grande reforma na década de 70, com acréscimo de volumetria e de melhores instalações. Isto lhe conferiu mais conforto e modernidade perdendo, contudo, a sua originalidade. Ganhou novos espaços e equipamentos, com requinte e sofisticação, pois suas instalações já não mais atendiam às exigências do estilo de vida de seus moradores. Na sua décima quinta edição, a Casa Cor® Bahia reúne um expressivo número de talentosos arquitetos, decoradores e paisagistas que nos brindam com ambientes de extrema sofisticação e bom gosto. Suas criações, com requintada apresentação, contam com o apoio dos melhores patrocinadores, fornecedores e competente equipe técnica. Tudo isto, sob a valiosa e imprescindível batuta de Luisinha Brandão e Kátia Chamadoiro. Parabéns Bahia! Casa Cor® Bahia é cultura e arte.
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