POR FAVOR, TOCA RAUL!!!

“Enquanto você
Se esforça pra ser
Um sujeito normal
E fazer tudo igual...

Eu do meu lado
Aprendendo a ser louco
Maluco total
Na loucura real...

Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez...”

Os artistas são assim mesmo, e s c a n d a l o s o s. Escandalosos no seu jeito de ser,  no jeito de levar a sua vida e emoções... Não poderia ser diferente com Raul. Essa inquietação própria dos criadores e não das criaturas. Saudade, muita saudade até do que não vivi com ele. Às vezes sinto-me pertinho dele através de outro tão ‘louco’ quanto Raul; Beto Sodré, um outro gênio incompreendido que tenho a honra de desfrutar da sua companhia entre um projeto e outro.Beto Sodré foi além de um assessor, um amigo para Raul, uma espécie de “coringa”. Eles pertecem à mesma tribo.

 Os casos de Raul  contados por Beto, ficam deliciosos; um gosto amargo de saudade em seu olhar e um sorriso escrachado falando das peraltices de Raul como se fosse de um filho, sempre puxando a barbicha, igual a de Raul. Beto levou Raul à Piritiba e lá nasceu a música “Capim Guiné”; apaixonou-se pela região e por sempre estava, minha região também. Era nos botecos mais simplórios que Raul gostava de ficar, no meio daquela gente simples tomando sua cachacinha. No meio de pessoas que nada te cobravam...

Fiquei intrigada com algo...comecei fazendo as continhas do nome de Raul e, par minha surpresa, o nº de Raul é o “10”, para a KABALAH, é o número de Deus. Interessante, pois ele compõem em “GITA” a definição mais completa de Deus que eu já vi, em toda minha vida. Com uma intimidade que só as “Almas Antigas” têm, e ele era uma “Alma Antiga”. Sua característica principal era a irreverência que vem através do seu nome. Raul tinha na personalidade uma timidez latente; uma meiguice sem tamanho, um diplomata...inseguro muitas vezes, pois nem sempre tinha idéia da sua verdadeira  dimensão. Tinha no nº da alma (íntimo) uma relação dúbia com o poder; tinha aversão ao poder, mas muitas vezes era autoritário. Tinha o número da “ponte entre o material e espiritual”.

A impulsividade era o principal desafio. Não gostava dos limites, apreciador dos prazeres da vida, em tudo via arte. Habilidade de criação e de percepção extraordinária;Magoava-se, ressentia-se facilmente em função da sensibilidade extrema.

Inquieto, irreverente, envergonhado, tímido, frágil, forte. Como um camaleão, adaptava-se ás mais diferentes situações apresentadas em sua vida, sem a menor dificuldade.

Fazem 20 anos que ele fez a passagem...era o “ano 6”, pela numerologia onde ele deveria cuidar mais da saúde, coisa que muito negligenciou. No “trânsito das letras”, pela Numerologia, estava transitando pela letra “R” (transitamos pelo nosso nome, todos nós, e cada letra tem um valor e significado) que deixa claro a finalização de um ou mais ciclos.

Jamais poderemos que foi um Karma interrompido, mas sim,  um chamado do “PAI que o chamou pela sua primeira letra ; no trânsito das letras depois de percorrer todo o seu nome , a primeira letra é a letra “R”. Ele estava, justamente, nesse trânsito.

“R’ de Raulzito.

 Fica com DEUS, irmão!!

 

“...Euuuuuu!
Mas eu sou o amargo da língua
A mãe, o pai e o avô
O filho que ainda não veio
O início, o fim e o meio
O início, o fim e o meio
Euuuuu sou o início
O fim e o meio
Euuuuu sou o início
O fim e o meio...”

 

Rosa Cristinna Campos
rosacristinanumerologia@hotmail.com

 

 

 



 
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